Uma emoção reprimida martelava sua cabeça

Um caso de um pai alcoólatra e a “dor de cabeça sem explicação”

Ela já havia feito vários exames, ido em múltiplos médicos e não existia uma explicação física para suas dores de cabeça. Por indicação resolveu procurar a hipnoterapia.

Fortes dores de cabeça

Me explicou que basicamente todos os dias, sentia fortes dores de cabeça e os remédios não estavam resolvendo. Relatou problemas com o pai alcoólatra e lembranças de agressões.

Inicialmente notei uma dificuldade de se entregar, havia algum receio. Quando questionei o que poderia acontecer que a deixaria mais relaxada ela me responde:

“posso imaginar que estou voando em um balão, é possível?”

e continuo a imersão oferecendo a sugestão de que ela poderia voar da forma que a deixasse segura e confortável.

Alguns minutos e percebo seus braços pesados e sua expressão de tranquilidade.

Imersão

Durante a imersão, ela consegue perceber a relação das dores de cabeça com o sentimento de rejeição e agressões do pai.

Era confuso para ela a situação dele bêbado querendo demonstrar carinho e sóbrio demonstrando rigidez, mau humor e raiva. Até que o pai começa a agredir a mãe enquanto estava bêbado e ela presencia várias cenas de agressão. Em prantos seguia para seu quarto onde deitada na cama ela segura a cabeça com as duas mãozinhas e diz “eu não quero viver com isso, eu não quero”.

E todas as vezes que eles brigavam, como sinal de alerta e “proteção” sua cabeça doía e foi assim até sua vida adulta. Até que ela resolve olhar para esse alerta e entender o que havia por trás.

Enxaqueca

As dores emocionais (neste caso a enxaqueca) que gritavam no corpo só existiram até o momento que ela pôde olhar para essa ferida, perdoar seus pais, compreender o que ocorreu e deixar a “cicatrização” acontecer.

Não foi só a dor de cabeça que deixou de acontecer em sua vida, mas também o rancor que havia com o pai e a mãe por ainda estar com ele. Semanas após a imersão, ela percebeu que não poderá culpá-los pois também foi responsável por escolher CONVIVER com essas lembranças, por deixá-las martelar diariamente e não se libertar da dor.

Alguém precisa ler isso?

Precisamos nos questionar o motivo das “dores”.

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